O centro da contenda judicial gira em torno de vários itens, incluindo o pagamento em dobro de férias e feriados, bem como diferenças no direito de arena e integração de premiações, conhecidos informalmente como “bicho”. No entanto, o maior triunfo do ex-atleta veio nos tópicos relacionados aos repousos semanais e ao tratamento dado aos dias festivos trabalhados. A decisão judicial resultou na condenação do Flamengo a pagar, em dobro, os valores de repousos semanais não concedidos e os feriados trabalhados entre maio de 2017 e julho de 2019. Essa reparação irá refletir também em outros benefícios, como as férias, 13º salário e FGTS do atleta.
A trajetória de Pará no Flamengo foi marcada por altos e baixos. Embora tenha sido uma figura constante no elenco, nunca conseguiu se tornar um nome consensual entre os torcedores. Sua saída do Flamengo foi precipitada pela chegada do lateral Rafinha, que rapidamente conquistou a preferência da torcida e da comissão técnica. Após a rescisão do contrato com o Flamengo, Pará firmou um novo vínculo, sem custos, com o Santos.
Durante seu tempo no clube, Pará acumulou 217 partidas, somando 117 vitórias, 48 empates e 52 derrotas, além de marcar quatro gols. Apesar das controvérsias que cercaram sua passagem pelo rubro-negro, a recente decisão judicial pode trazer um novo capítulo em sua relação com o clube e reverberar na forma como questões trabalhistas são tratadas no futebol brasileiro. Com esse desfecho, o ex-jogador não apenas fortalece sua posição em questões trabalhistas, mas também chama a atenção para uma realidade que muitos atletas enfrentam ao longo de suas carreiras.
