O atleta de 41 anos expressou o desejo de que a liga se torne um espaço acolhedor para jogadores que se identifiquem como parte da comunidade LGBTQIAPN+. Ryswyk relatou que a decisão de se assumir não foi fácil e envolveu um processo de reflexão que durou três anos. Ele enfatizou a importância desse momento, especialmente ao compartilhar a notícia com sua família. A conversa com sua mãe foi particularmente emotiva, com lágrimas e declarações de amor que demonstraram a força dos laços familiares, independentemente das circunstâncias.
Ele disse: “Tive a oportunidade de sentar com minha mãe e conversar sobre isso, e deixá-la saber, o que foi enorme. Ela obviamente estava chorando, eu estava chorando, e ela disse: ‘eu ainda te amo’. Para mim, foi um momento incrível”. Essa declaração não apenas marca um passo significativo na vida pessoal de Ryswyk, mas também um marco importante para a AFL, que começou a dar espaço para discussões sobre identidade e inclusão.
Além da revelação de Ryswyk, o cenário esportivo começou a ver mais atletas se assumindo, como o caso de Mitch Brown, ex-jogador do West Coast Eagles, que se declarou bissexual em agosto de 2026, tornando-se o primeiro atleta da AFL a fazer essa revelação.
A carreira de Ryswyk na AFL é notável, com uma passagem vitoriosa pelo time North Adelaide, onde se destacou ao longo de mais de 220 partidas e foi reconhecido com uma entrada no Hall da Fama da AFL Queensland. Apesar de uma breve passagem pelo Brisbane Lions em 2005, que foi interrompida por lesões, ele continua sendo um exemplo de dedicação e coragem.
A decisão de Ryswyk certamente abrirá portas para conversas mais amplas sobre a aceitação e inclusão dentro do esporte, traduzindo-se em um movimento que pode beneficiar muitos outros atletas que lutam para encontrar seu espaço em ambientes tradicionais e, muitas vezes, conservadores.
