Genro não hesitou em declarar que uma intervenção seria um desrespeito, tanto à sua trajetória quanto à dos demais quadros políticos que construíram o PT no estado. Ele argumentou que já existe uma escolha legitimada por uma convenção realizada em novembro do ano anterior, onde Pretto foi aprovado como candidato, localizando-se no centro da discussão sobre a melhor estratégia para alcançar a vitória nas próximas eleições.
Dutra, por sua vez, em tom efusivo e exaltado, reforçou seu apoio a Pretto e também ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele manifestou clara desaprovação com as alianças formadas pelo PDT, aludindo a um governo “privativista e neoliberal”, especialmente na esteira da nomeação do deputado Eduardo Loureiro como secretário de Cultura na gestão do governador Eduardo Leite.
Outro importante membro do PT, Raul Pont, expressou sua indignação ao questionar a falta de diálogo do PDT com as direções partidárias do PT antes de lançar Juliana Brizola como candidata. Ele enfatizou que campanhas políticas devem ser construídas através de discussão e convencimento, e não por meio de ultimatos.
A batalha interna no campo da esquerda, em especial entre PT e PDT, revela um acirrado debate sobre estratégias e alianças políticas. O movimento do PSOL em considerar o lançamento de uma chapa própria caso o PDT prevaleça nas negociações acentua ainda mais a divisão existente. O PT, sob a liderança de Edinho Silva, já destacou a importância de uma união para enfrentar os desafios políticos nacionais e estaduais, ressaltando que a fragmentação apenas beneficiaria o adversário, representado pela candidatura de forças neoliberalistas.
No contexto eleitoral do Rio Grande do Sul, Pretto se apresenta como uma opção fortalecida, com apoio de aliados como o PSOL e discutindo as diretrizes necessárias para uma campanha convincente frente a adversários como Zucco e Gabriel Souza, ambos com diferentes desafios em uma corrida já competitiva. As próximas semanas serão cruciais para definir a união ou a ruptura nas fileiras da esquerda na disputa eleitoral.
