Os fantoches usados no vídeo representam os ministros da Corte em um contexto que simula conversas telefônicas sobre a decisão de Gilmar Mendes. O ministro havia solicitado a inclusão de Zema no inquérito devido a conteúdos polêmicos que ele havia compartilhado, incluindo vídeos que dirigiam críticas diretas à atuação do STF. Além disso, o material contém referências ao ministro Dias Toffoli, aumentando ainda mais a tensão entre o ex-governador e a Corte.
Zema declarou que seus ataques ao STF se concentram na ideia de que a Corte se tornou responsável por “conflitos” no Brasil, sugerindo que, ao longo dos anos, ministros de justiça adquiriram posturas que favorecem interesses pessoais. Em suas falas, o ex-governador deixou claro que os juízes não são intocáveis e, em uma comparação histórica, afirmou que esses “intocáveis” atuais ocupam o mesmo lugar que a Coroa Portuguesa no passado, insinuando que hoje esses indivíduos têm poder desmedido e atuam em detrimento da população.
Recentemente, Zema postou outra mensagem forte que compara os poderes do judiciário ao regime monárquico, enfatizando que o povo precisa decidir sobre quem realmente deve governar o Brasil. Em sua retórica, ele afirma que a verdadeira liberdade está ameaçada, afirmando que é necessário combater esses “poderosos” que se sentem acima da lei.
O ex-governador não só criticou diretamente os ministros como também utilizou inteligência artificial para criar personagens que representam figuras políticas e jurídicas no debate. Esse movimento viralizou, gerando discussões acaloradas nas redes sociais. Um levantamento indicou que, entre 20 e 23 deste mês, o envolvimento em torno de Zema e Gilmar Mendes superou 4,1 milhões de interações, destacando a eficácia de sua estratégia de engajamento digital e a polarização crescente nas conversas envolvendo o STF.
Com as eleições se aproximando, Zema já é considerado uma figura proeminente entre os pré-candidatos e suas interações e postagens sobre o STF têm se mostrado um trunfo em sua campanha. De fato, sua abordagem ao desafiar a autoridade da Corte e criticar a situação política do país parece estar ressoando com uma parte significativa da população, especialmente em um clima de crescente descontentamento com as instituições estabelecidas.
