O ex-governador salientou que Lula é atualmente o chave nas pesquisas de intenção de voto, embora também figure como um dos candidatos com maior índice de rejeição entre os eleitores. De acordo com Caiado, ambos, Lula e Flávio Bolsonaro, compartilham uma rejeição que atinge os 50%, evidenciando que uma significativa parte da população não está disposta a apoiar a candidatura de nenhum deles. “Se um candidato tem 50% de rejeição, o Brasil não pode optar por um deles. A trajetória desses dois já afasta metade da população”, declarou.
Além de criticar o estado atual das candidaturas, Caiado também levantou preocupações sobre a falta de participação de Lula e Flávio em debates presidenciais. Ele insinuou que ambos estão evitando discussões públicas importantes. “Eles não debatem, não discutem. Tiveram que adiar a participação no primeiro debate, como se estivessem brincando de esconde-esconde”, afirmou, manifestando sua insatisfação com a ausência de coragem por parte dos candidatos em apresentar suas propostas.
O evento que trouxe à tona essas declarações foi a convenção estadual do PSD no Rio Grande do Sul, onde Ernani Polo foi oficializado como candidato a vice-governador na chapa de Gabriel Souza, do MDB. As palavras de Caiado ressoam no contexto das eleições e refletem a crescente inquietação no eleitorado, que busca alternativas mais transparentes e eficazes em um momento de polarização política.
