Gardênia, que ocupou o cargo de secretária parlamentar de fevereiro de 2023 até maio de 2024, teria realizado ao menos cinco empréstimos consignados que totalizavam R$ 174.886 em seu nome. Os registros financeiros demonstram que, em algumas oportunidades, ela transferiu valores significativos ao ex-chefe de gabinete de Frias, Thiago Azevedo, além de realizar pagamentos diretamente à mãe e à esposa do deputado, reforçando o caráter controverso das transações. Segundo os dados, Gardênia recebeu salários que variavam entre R$ 10 mil e R$ 21 mil, e transferia os valores para uma conta de sua titularidade, o que levanta questões sobre a legalidade desse procedimento.
Entre os dados analisados, destaca-se o pagamento de uma fatura de cartão de crédito que seria da esposa de Frias, Juliana, no valor de R$ 4.832,32, assim como um PIX de R$ 1 mil remetido à mãe de Mario Frias, Maria Lucia. Gardênia afirmou que os repasses eram fruto de um acordo com Raphael Azevedo, informado que Frias tinha pleno conhecimento das movimentações. Os documentos indicam que ao menos R$ 35.116 foram transferidos nessa modalidade e que, segundo a ex-funcionária, os valores totais poderiam ser ainda maiores, com indícios de que outras pessoas do gabinete teriam realizado ações semelhantes.
Esses detalhes alimentam um debate mais amplo sobre questões de ética e responsabilidade na política brasileira, lançando uma sombra sobre a reputação do deputado. A situação exige uma análise cuidadosa das leis e normas que regem a administração pública e os comportamentos esperados de servidores públicos. À medida que novas informações surgem, espera-se que o caso receba a devida atenção das autoridades pertinentes.





