Ex-deputado Alexandre Ramagem é solto nos EUA e aguarda decisão sobre asilo após ter mandato cassado e condenação pelo STF

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que teve seu mandato cassado, poderá aguardar em liberdade nos Estados Unidos enquanto seu pedido de asilo é analisado pela justiça americana. A informação foi confirmada pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), que notificou a Polícia Federal (PF) sobre a libertação de Ramagem nesta quinta-feira, 16 de abril.

Ramagem foi detido na última segunda-feira, 13 de abril, em Orlando, na Flórida, devido a questões migratórias. Desde setembro de 2025, ele se encontra no país, após deixar o Brasil durante uma fase tensa de seu julgamento por uma suposta trama golpista, na qual foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão. A perda do passaporte diplomático e do cargo foram consequências diretas de sua condenação, que foi formalizada em dezembro do mesmo ano.

Na quarta-feira, 15 de abril, Ramagem deixou o centro de detenção do ICE, o que lhe proporciona agora a oportunidade de permanecer livre enquanto aguarda a decisão sobre seu asilo. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o ex-parlamentar abordou sua situação pela primeira vez após a liberação, criticando a atuação da Polícia Federal e agradecendo ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas condições que permitirão que ele continue em solo americano.

Em sua fala, Ramagem enfatizou que a sua detenção foi apenas por questões migratórias, assegurando que entrou nos EUA de forma regular, com documentos válidos e sem qualquer condenação na data de sua entrada. Ele relatou que, logo após sua chegada, fez um pedido oficial de asilo, que atualmente está sendo avaliado.

O ex-deputado também expressou seu agradecimento a seus apoiadores durante o período de detenção, destacando o apoio político de aliados como Allan dos Santos e Eduardo Bolsonaro, entre outros. Ramagem não hesitou em criticar a PF, qualificando-a como uma “polícia de jagunços” e negando qualquer colaboração entre a PF e as autoridades americanas em sua prisão, desafiando declarações divulgadas pela corporação. O desenrolar dessa situação continua a ser monitorado, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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