As apurações indicam que a família de Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, desempenhou um papel fundamental na fuga e na sobrevivência de Ramagem nos EUA. Rodrigo, sua esposa Priscila e o filho Celso foram apontados como responsáveis pela logística que facilitou a permanência clandestina do ex-parlamentar, incluindo a oferta de moradia, suporte financeiro e documentos falsos. Esses documentos também poderiam ser utilizados para enganar as autoridades americanas, visando a emissão de uma carteira de motorista, conforme relatado pela PF.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, mencionou esses fatos em uma decisão ao negar a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, evidenciando a intenção da família de Cataratas de apoiar uma organização criminosa investigada por tentativa de golpe. Os detalhes do plano de fuga de Ramagem, que incluiu uma travessia clandestina da fronteira entre o Brasil e a Guiana antes de chegar aos Estados Unidos, foram igualmente destacados pela investigação.
Recentemente, o filho de Rodrigo Cataratas foi preso em Manaus, em cumprimento a um mandado relacionado ao caso Ramagem. Após a circular por redes sociais, Rodrigo Cataratas se manifestou, ressaltando sua amizade com o ex-deputado e negando qualquer narrativa de fuga, apresentando-se como um defensor da direita política e seus valores.
Atualmente, Rodrigo Cataratas é pré-candidato ao Senado, e sua trajetória inclui polêmicas e processos relacionados a exploração ilegal de recursos naturais. Tanto ele quanto seu filho têm enfrentado problemas legais, incluindo acusações graves que se entrelaçam com a investigação do caso Ramagem, ressaltando a complexidade e as ramificações de um caso que expõe não apenas a corrupção, mas os laços entre política e criminalidade no Brasil.
