Ramagem, que estava detido em um centro de imigração em Orlando, na Flórida, foi preso na última segunda-feira, 13 de abril, por questões migratórias. Ele havia deixado o Brasil em setembro de 2025, pouco antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão em um caso envolvendo um alegado esquema golpista. Desde então, se encontrava sob a custódia das autoridades norte-americanas.
Após a sua liberação, Ramagem fez sua primeira manifestação pública em um vídeo, onde não somente agradeceu ao presidente americano, Donald Trump, mas também criticou a Polícia Federal brasileira. O ex-parlamentar defendeu sua entrada nos EUA, afirmando que ocorreu de maneira regular, com todos os documentos válidos. Ele enfatizou que sua detenção foi resultado de questões migratórias, afastando qualquer sugestão de que sua prisão estivesse relacionada a processos judiciais no Brasil.
Durante a gravação, Ramagem expressou gratidão a seus apoiadores e amigos, incluindo figuras proeminentes do cenário político brasileiro, como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Ele alegou receber apoios significativos enquanto esteve detido e disse que a sua situação migratória está sendo tratada pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos.
Além disso, o ex-deputado qualificou a Polícia Federal como “polícia de jagunços” e negou que sua detenção tenha sido resultado de uma ação conjunta com a PF, conforme alegado em comunicados oficiais da corporação. Esse discurso reflete um clima de tensão entre Ramagem e as instituições brasileiras, em meio a um contexto de polarização política crescente no país.
A continuação deste caso será observada de perto, envolvendo questões jurídicas que se entrelaçam com disputas políticas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A análise do pedido de asilo de Ramagem pode ter implicações não apenas para sua trajetória pessoal, mas também para o panorama político no Brasil.






