Segundo relatos de Gaye, as agressões começaram em maio de 2023 e escalaram até outubro do mesmo ano, quando Liquori fez comentários racistas e depreciativos, chamando Gaye de “tirano africano” e sugerindo que ele voltasse para seu país de origem. Diante dessas ofensas, Gaye decidiu acionar a Justiça e processar Liquori por injúria racial.
Em janeiro de 2024, o Tribunal de Justiça da Bahia determinou o pagamento de R$ 3 mil por danos morais a Gaye, porém o ex-cônsul considerou o valor “irrisório” e recorreu da decisão. Em dezembro de 2024, um novo julgamento manteve a quantia de R$ 3 mil, sem exigir que o agressor se retratasse publicamente. Para Gaye, a Justiça minimizou a gravidade do ataque que ele sofreu e não refletiu a seriedade da situação.
Diante desse cenário, Gaye decidiu tornar pública sua luta contra a injúria racial, compartilhando sua história nas redes sociais e destacando que o caso vai além de uma disputa pessoal, evidenciando mais um episódio de racismo em uma sociedade marcada pela desigualdade racial. Instituições como a Aliança Francesa e o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA manifestaram apoio a Gaye, condenando o episódio de discriminação e ressaltando a importância da promoção de atos de reparação.
O ex-cônsul está determinado a buscar novos recursos legais, incluindo um embargo de declaração e a atuação do Ministério Público de Combate ao Racismo, reafirmando sua resistência contra atitudes racistas e injustas. A luta de Mamadou Gaye reflete a necessidade de combater ativamente o racismo e garantir a punição daqueles que perpetuam essas práticas discriminatórias na sociedade.





