A juíza Melissa Damian decidiu que Rivera, que tem 60 anos, deve ser preso após o veredicto, considerando-o um potencial risco de fuga, dado seu acesso a recursos financeiros e a gravidade das acusações. O julgamento, que se estendeu por sete semanas, elucidou a posição de Miami como um centro de influências políticas voltadas para a América Latina, destacando sua notoriedade por corrupção e por ser um refúgio para exilados que fugiram de regimes comunistas.
Durante o processo, figuras significativas como Marco Rubio e o congressista do Texas, Pete Sessions, testemunharam, revelando sua surpresa ao descobrir, tardiamente, sobre o contrato de consultoria de Rivera com uma afiliada da estatal de petróleo venezuelana, a PDVSA. O procurador Jason A. Reding Quiñones afirmou que as condenações demonstram a gravidade da traição, especialmente em um local onde muitas pessoas fugiram de regimes opressivos.
Os advogados de defesa de Rivera planejam apelar da decisão e argumentam que ele atuou de boa-fé, alegando que o contrato se concentrou em atrair investimentos para a ExxonMobil, sem a necessidade de registro. Contudo, os promotores alegaram que Rivera e Nuhfer usaram seu trabalho como fachada para atividades de lobby ilegais, criando um ambiente de sigilo que envolvia trocas de mensagens em código.
Rivera já enfrentou controversas em sua carreira política, incluindo investigações sobre possíveis fraudes eleitorais e irregularidades em financiamento de campanha. Ao longo dos anos, ele cultivou conexões políticas que, eventualmente, foram utilizadas para tentar suavizar as relações entre o governo Trump e a administração de Nicolás Maduro, em um momento em que o regime enfrentava crescente pressão internacional e acusações de violação dos direitos humanos.
