Ex-companheiro da maratonista Rebecca Cheptegei, suspeito de atear fogo em seu corpo, morre no Quênia após internação.

O trágico desfecho de um relacionamento abusivo chocou a comunidade esportiva e o público em geral. O ex-namorado da maratonista Rebecca Cheptegei, suspeito de atear fogo em seu corpo, faleceu nesta terça-feira (10/9) em um hospital no Quênia, país onde o crime aconteceu.

Dickson Ndjema, o agressor, estava internado devido às queimaduras que sofreu durante o ataque à ex-companheira. A morte do homem foi confirmada pelo jornal The Star, causando ainda mais comoção em meio à investigação do caso.

Rebecca Cheptegei, uma atleta de Uganda de 33 anos que recentemente competiu nos Jogos Olímpicos de Paris, faleceu no último dia 5 de setembro, quatro dias após o incidente que chocou o mundo. O ataque ocorreu quando o suspeito invadiu a casa onde a maratonista vivia com suas filhas e a atacou brutalmente, jogando gasolina em seu corpo e ateando fogo.

O pai de Rebecca, Joseph Cheptegei, revelou que o conflito entre os ex-parceiros começou devido a uma disputa sobre um terreno adquirido pela atleta. Segundo ele, a propriedade foi o estopim para os problemas que culminaram na tragédia.

A violência contra mulheres no ambiente esportivo do Quênia não é um caso isolado. Outros atletas de renome também foram vítimas de agressões, como o assassinato da atleta Damaris Mutua em 2022 e o ataque fatal à corredora Agnes Tirop em 2021.

Diante desse cenário alarmante, dirigentes esportivos e ativistas dos direitos das mulheres se manifestaram, condenando veementemente a violência de gênero e pedindo medidas efetivas de proteção às atletas. A morte prematura e trágica de Rebecca Cheptegei serve como um alerta para a necessidade de combater o machismo e a violência contra as mulheres em todas as esferas da sociedade.

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