O almirante destacou a necessidade imperativa de uma maior integração entre os setores civil e militar para garantir a proteção de instalações essenciais. Ele não se limitou a Itaipu, considerando também outras vastas infraestruturas críticas, como as usinas nucleares de Angra, Belo Monte, Jirau e Tucuruí. Para ele, a segurança dessas áreas vitais exige não apenas um mapeamento estratégico, mas também a presença constante de contingentes militares nas proximidades para resposta rápida a possíveis ameaças.
Barbosa expressou frustração com o que considera uma falta de colaboração entre os ministérios, como o de Minas e Energia e o de Transporte, com as Forças Armadas. Um exemplo eloquente de tal desarmonia foi a dificuldade em mobilizar tropas para a fronteira com Roraima durante a tensão provocada pela disputa do Essequibo, entre Guiana e Venezuela, em 2024. Sua análise sugere que a falta de um planejamento conjunto pode comprometer a eficácia da defesa nacional em momentos críticos.
A visão do ex-comandante é clara: a segurança das infraestruturas estratégicas do Brasil deve ser prioridade. Ele defende que a aviação, transporte e a logística das Forças Armadas devem ser mais ágeis e efetivas no tocante à proteção de pontos estratégicos, já que a vulnerabilidade dessas áreas pode ameaçar a estabilidade e a integridade do país.
A declaração de Barbosa Junior lança luz sobre um debate que se intensifica a cada dia: como o Brasil pode se preparar e se proteger diante de riscos emergentes, tanto internos quanto externos? À medida que o cenário geopolítico global se torna mais complexo, a necessidade de um enfoque integrado sobre defesa e segurança se torna cada vez mais evidente.







