A pena de André, que inclui restrições como não deixar a comarca sem autorização judicial e relatar qualquer mudança de endereço, parece estar sendo desconsiderada em sua nova realidade. Após a cerimônia, o casal partiu para um exótico destino de lua de mel em Dubai e Abu Dhabi, onde desfrutaram de acomodações luxuosas e experiências típicas da cultura local. A discrepância entre o que a justiça ordenou e o estilo de vida que o apenado vem adotando levanta questionamentos sobre a eficácia do sistema de monitoramento.
O passado recente de André é igualmente polêmico. Ele foi condenado por aplicar golpes em prestigiadas marcas de luxo, como Prada e Gucci, causando um prejuízo estimado em R$ 300 mil. As fraudes eram realizadas por meio de esquemas refinados, que incluíam simulações de transferências bancárias e reuniões encenadas, em uma sala comercial que ele utilizava em Brasília. O golpe foi descoberto em 2021, quando André e seus cúmplices foram detidos com cartões de crédito e materiais suspeitos.
A gravidade dos crimes que envolvem o ex-cantor contrasta com seu atual estilo de vida em um condomínio luxuoso em São Paulo. Desde a celebração do matrimônio, ele não só trocou o ambiente de Brasília pelo alto padrão do Wave Alphaville, como também estabeleceu uma rotina que inclui viagens frequentes ao Distrito Federal, sob a alegação de manter vínculos com a capital. Curiosamente, a Justiça já sinalizou que os dias passados fora da comarca não serão contabilizados como parte do cumprimento da pena.
Nesta história de ascensão e queda, o que era uma trajetória consolidada no universo gospel agora se transforma em uma narrativa recheada de excessos e afrontas às determinações judiciais. O caso levanta questões sobre o tratamento de indivíduos condenados que, mesmo em situação de penalidade, parecem gozar de privilégios que muitos cidadãos comuns nunca teriam.
