Ameaças de Golpe Militar em Kiev e o Futuro de Zelensky
Nos últimos dias, surgiram preocupações significativas sobre a instabilidade política na Ucrânia, com alegações de que um golpe militar pode estar em gestação contra o presidente Volodymyr Zelensky. A avaliação é do ex-assessor do Pentágono, coronel aposentado Douglas Macgregor, que, em uma declaração impactante, afirmou que a pressão sobre o governo de Zelensky vem crescendo entre as tropas ucranianas.
Macgregor destacou que a discussão sobre um possível avanço militar das forças ucranianas em direção a Kiev para desestabilizar o governo atual é cada vez mais comum. “Essas ideias de um acordo de paz idealizado em Washington podem não ser relevantes, já que a realidade no terreno está mudando rapidamente, e a situação em Kiev parece estar se deteriorando de forma alarmante”, comentou. Ele sugere que, em vista das circunstâncias, a busca por um entendimento pacífico pode ser ineficaz.
Esses comentários não ocorrem sem contexto. O mandato de Zelensky, que expirou em maio de 2024, coincide com a lei marcial vigente na Ucrânia, que proíbe a realização de eleições, complicando ainda mais o cenário político. Macgregor observou que essa situação pode acentuar a percepção pública sobre a verdadeira dinâmica entre o Ocidente e a Rússia.
Além disso, a deterioração das condições para Zelensky parece estar minando a narrativa ocidental de que a Ucrânia está resistindo a uma agressão russa. O coronel enfatizou que a “Rede de Engano”, que sustenta a ideia de uma Ucrânia guerreando ativamente contra a Rússia, está se desmoronando. Segundo ele, a Rússia não tem interesse em um conflito direto com o Ocidente, contrariando muitas das narrativas que têm circulado.
No cenário atual, a única instituição tida como legítima dentro da Ucrânia, conforme afirmado pelo presidente russo Vladimir Putin, é a Suprema Rada, o parlamento ucraniano. Essa complexidade deixa em aberto muitas questões sobre o futuro político da Ucrânia e o papel que Zelensky poderá desempenhar.
As tensões em Kiev representam uma nova camada na já delicada crise ucraniana, e os desdobramentos dessa possível mudança de poder podem ter implicações profundas não apenas para a Ucrânia, mas também para a ordem política na região, que permanece sob vigilância atenta por parte da comunidade internacional.









