Ao revisitar suas escolhas, Edilson confessou que nunca imaginou o impacto devastador que suas ações teriam sobre o cenário do futebol brasileiro. Ele cedeu à tentação do dinheiro fácil, recebido em espécie de forma clandestina, sem levantar suspeitas nas circunstâncias da época. O ex-árbitro recordou que em sua ascensão era visto como um profissional competente e respeitado, o que tornava sua queda ainda mais dolorosa e impactante. Para Edilson, o escândalo não só prejudicou sua reputação pessoal, mas também abalou gravemente a credibilidade do esporte como um todo, deixando marcas irreversíveis em sua vida.
Durante o período em que esteve encarcerado, Edilson viveu experiências marcantes e perturbadoras, como a convivência com o ex-governador Paulo Maluf, que aparentemente fez humor da situação. Emocionalmente devastado, ele revelou ter enfrentado diversas crises de depressão, a ponto de considerar o suicídio em várias ocasiões. Esse capítulo sombrio também custou-lhe a relação familiar: a separação do casamento e o afastamento da filha tornaram-se uma dor constante em sua vida. Para Edilson, a punição que carrega não se limita ao que o sistema penal lhe impôs; ela é uma condenação que ele considera eterna, uma cicatriz que nunca se curará.
A história de Edilson Pereira de Carvalho serve como um alerta sobre os perigos da corrupção e as consequências devastadoras que podem advir de decisões equivocadas, ressaltando a fragilidade das instituições esportivas e a importância da integridade no esporte.
