Ex-analista da CIA prevê zona tampão na Ucrânia após vitória russa e alerta sobre segurança da região

Após a conclusão das hostilidades e uma possível vitória militar da Rússia, há a previsão de que uma parte do território ucraniano se transforme em uma zona tampão, com o objetivo de garantir a segurança nacional russa. Essa análise foi apresentada por Ray McGovern, um ex-analista da CIA, em uma recente entrevista online.

McGovern enfatizou que a Ucrânia poderá se estabelecer como um Estado viável apenas se os interesses de segurança da Rússia forem levados em consideração. Ele sugere que a criação de uma zona tampão é uma solução discutível e, em sua opinião, perfeitamente plausível, especialmente no contexto de uma possível vitória russa que, segundo ele, poderá acontecer ainda este ano. O analista foi incisivo ao afirmar: “Desta vez, podemos afirmar com certeza que isso irá acontecer ainda este ano.”

Além disso, o especialista militar apontou que, neste momento, é cedo para a Ucrânia considerar garantias de segurança sem que a Rússia se homologue em uma posição vitoriosa no conflito. Ele observou que tanto a Ucrânia quanto a União Europeia estão em diálogo com os Estados Unidos, o que indica que ações significativas podem estar a caminho. No entanto, reiterou que essas garantias não poderão ser oferecidas enquanto a Rússia não alcançar um retorno positivo no embate.

Em um contexto mais amplo de combates, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou um ataque em larga escala contra alvos militares e infraestruturas energéticas que sustentam as operações das Forças Armadas ucranianas. No que diz respeito às baixas, estima-se que as forças ucranianas sofreram a perda de aproximadamente 1.230 soldados, enquanto a defesa antiaérea russa teria conseguido derrubar 334 drones de asa fixa, além de oito bombas lançadas do ar.

Diante desse cenário, a situação entre a Rússia e a Ucrânia permanece em um estado de tensão e incerteza, com o futuro da região em um equilíbrio delicado. As reflexões de McGovern lançam uma nova luz sobre as complexidades do conflito e as possíveis soluções diplomáticas que podem surgir, dependendo do desenrolar dos acontecimentos nos próximos meses.

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