Além disso, o tenente-coronel também está proibido de sair do país, utilizar redes sociais, portar armas de fogo e deixar sua casa à noite e nos fins de semana. Cid foi preso em maio deste ano, como resultado de uma operação que investiga um suposto grupo envolvido na inserção de informações falsas sobre vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Existem outras investigações abertas envolvendo o militar que podem prejudicar Bolsonaro, como suspeitas de envolvimento em uma suposta trama para um golpe de estado, participação em uma reunião com o hacker Walter Delgatti Netto, que afirmou ter participado de uma tentativa de inserção de dados falsos nas urnas eletrônicas, e a suspeita de venda de joias recebidas como presente pelo governo brasileiro.
O pai de Mauro Cid é próximo de Bolsonaro e estudou na mesma academia militar que o ex-presidente nos anos 1970. Em agosto, o general da reserva Mauro Lourena Cid foi alvo de um mandado de busca e apreensão, e a Polícia Federal descobriu que ele ajudou a vender as joias nos Estados Unidos. O general também agiu para recomprar as peças quando o Tribunal de Contas da União ordenou que elas fossem devolvidas.
Além de Cid, o assessor e ex-segurança de Bolsonaro, o ex-policial militar Max Guilherme, também foi solto por ordem de Moraes. Guilherme foi preso no mesmo dia que Cid, como parte das investigações sobre a inserção de dados falsos na carteira de vacinação de Bolsonaro, Cid e seus familiares.
Essas medidas no âmbito do inquérito das milícias digitais têm potencial para desgastar Bolsonaro, já que envolvem pessoas próximas a ele e suspeitas de manipulação de informações. A liberdade concedida aos envolvidos pode ter impacto nas investigações em curso e na imagem do presidente, gerando mais questionamentos sobre sua conduta e envolvimento nessas questões.
