Durante sua campanha, Ewerton recebeu doações no valor total de R$ 29,5 mil, provenientes de seis pessoas, incluindo seu irmão e um ex-servidor que trabalhou com seu pai na Câmara Municipal. Até o momento, o Estadão não obteve sucesso em contatá-lo para comentar sobre as acusações contra seu progenitor, mantendo o espaço aberto para possíveis esclarecimentos.
O jornal Estadão divulgou mensagens interceptadas pela Operação Muditia do Ministério Público de São Paulo, que evidenciam Flávio Inha negociando propina com o cantor de pagode Vagner Borges Dias, conhecido como “Latrell Brito”. As conversas datadas de junho de 2020 sugerem um esquema de corrupção envolvendo a prefeitura de Ferraz de Vasconcelos no pagamento de contratos de limpeza.
Além de Flávio Inha, a Operação Muditia resultou na prisão de outros políticos, como os vereadores Luiz Carlos Alves Dias e Ricardo de Oliveira, e de outros envolvidos nos esquemas ilícitos. O Supremo Tribunal Federal negou o pedido de liberdade de Flávio Inha, mantendo-o detido devido à gravidade das acusações.
A população de Ferraz de Vasconcelos agora espera que Ewerton Inha possa se posicionar diante das denúncias que envolvem seu pai e contribuir para a transparência e integridade na esfera política local. A permanência de figuras políticas envolvidas em escândalos de corrupção pode minar a confiança da comunidade e comprometer o desenvolvimento da região.






