Esses detalhes foram apresentados pela defesa do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes, que é o responsável pelo caso em questão. O documento também indica que, na última semana, Bolsonaro enfrentou apenas um breve episódio de soluço. Essa comunicação é parte das exigências relacionadas à prisão domiciliar, que foi autorizada por Moraes com um caráter humanitário, dado que o ex-presidente ainda se recupera de um quadro de broncopneumonia. A decisão de Moraes estabelece um prazo de 90 dias, iniciando a contagem a partir de 24 de setembro. Ao final desse período, o ministro avaliará se Bolsonaro deverá continuar em casa ou retornar ao estabelecimento penal conhecido como Papudinha.
O médico relatou que o ex-presidente está seguindo rigorosamente o protocolo de fisioterapia, que ocorre três vezes por semana, além da reabilitação cardiorrespiratória, que é realizada seis vezes por semana. Bolsonaro também iniciou uma rotina de exercícios de força voltados aos membros inferiores, com o objetivo de minimizar o risco de quedas, um aspecto importante para sua saúde atual.
No exame físico, foram observadas alterações na ausculta pulmonar, com redução dos murmúrios vesiculares na base do pulmão esquerdo, enquanto o pulmão direito está normal. Além disso, um ortopedista visitou Bolsonaro recentemente, prescrevendo analgésicos para tratar dores no ombro direito. A defesa já comunicou ao STF sobre a necessidade de uma cirurgia na região.
Por fim, um laudo de fisioterapia também foi anexado ao processo. O fisioterapeuta responsável informou que está utilizando intervenções como laserterapia e técnicas de agulhamento para ativação dos músculos dorsais, visando promover ganho de força no período pré-operatório. Esse conjunto de informações demonstra que, apesar das dificuldades, o ex-presidente Jair Bolsonaro está recebendo cuidados médicos rigorosos e já está se preparando para a próxima fase de sua recuperação.






