Contudo, a proposta não saiu ilesa a críticas. Muitas vozes se levantaram, especialmente nas redes sociais, questionando o propósito do evento. Para o ator, essa reação contrária não o desanimou; ao contrário, ele afirmou que tais opiniões apenas ajudaram a impulsionar a visibilidade da iniciativa, expressando sua gratidão por meio de declarações públicas. Ele chegou a mencionar que já esperava uma recepção negativa, mas decidiu seguir com o projeto assim mesmo.
No entanto, as reações desfavoráveis não vieram apenas de anônimos. Várias personalidades do meio artístico se manifestaram em repúdio à proposta. Marjorie Estiano, por exemplo, declarou que Cazarré estaria replicando um discurso amplamente disseminado que, segundo ela, contribui para a violência contra as mulheres. Claudia Abreu fez uma observação sucinta e contundente, lembrando a realidade dos feminicídios no Brasil. Elisa Lucinda, por sua vez, descreveu a iniciativa como um “grande e preocupante delírio”, argumentando que o ator estaria indo contra os avanços sociais recentes. Paulo Betti também ironizou a postura do colega, fazendo uma crítica ao modo como ele se refere a si mesmo.
Por outro lado, o evento também encontrou apoio entre alguns artistas. Luiza Possi expressou seu entusiasmo, se oferecendo até para palestrar no evento. Mônica Carvalho fez uma declaração afirmando que “a presença da luz sempre perturba aqueles que fizeram da escuridão um lar”. O cantor sertanejo Cristiano, da dupla Zé Neto & Cristiano, também se pronunciou, insistindo que a resiliência e a tradição são fundamentais para enfrentar as críticas.
Assim, o evento de Cazarré se configura como um fenômeno polarizador, levantando questões importantes sobre masculinidade, empoderamento e o papel do homem na sociedade atual. A curto e longo prazo, será interessante observar como essas discussões se desenrolarão e qual impacto o evento poderá ter na dinâmica social.







