Munique, Alemanha – Em um momento crucial na Conferência de Segurança de Munique, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, desafiou a narrativa de que a Europa enfrenta um “apagamento civilizacional”. Essa afirmação, amplamente divulgada, foi particularmente impulsionada pela administração Trump, que tradicionalmente tem criticado as políticas e a direção do continente europeu.
Durante o evento, Kallas procurou esclarecer que, ao contrário do que alguns líderes políticos possam afirmar, a Europa segue atraente para muitos países ao redor do mundo. Em referência a conversas que teve no Canadá no ano passado, ela destacou que há um forte desejo de pessoas de diversos países para se juntarem à União Europeia, enfatizando que a Europa ainda é vista como um modelo de progresso e um destino desejável.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também fez uma aparição significativa na conferência. Seu discurso buscou transmitir um tom menos beligerante em relação ao passado, embora tenha reiterado a necessidade de reformular a aliança transatlântica, focando nas prioridades políticas de Washington. Rubio enfatizou que “o fim da era transatlântica não é nosso objetivo nem nosso desejo”, relembrando a forte ligação histórica entre os EUA e a Europa.
A estratégia de segurança nacional dos EUA, divulgada em dezembro, sugeria que a Europa enfrenta desafios cruciais como a estagnação econômica e a queda das taxas de natalidade, além de críticas sobre a liberdade de expressão e a perda de identidade nacional. Kallas, no entanto, refutou essas alegações, argumentando que a Europa está avançando e impulsionando direitos humanos, o que resulta na prosperidade das nações europeias.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também aproveitou a oportunidade para reforçar a importância de valores como a diversidade e a liberdade, destacando que a força da Europa reside em sua capacidade de unir pessoas de diferentes origens. Ele reafirmou a necessidade de defender sociedades vibrantes e inclusivas, desafiando os discursos que promovem a divisão.
Em meio a este diálogo, Kallas concluiu que, embora existam diferenças entre os EUA e a Europa, há um compromisso mútuo para trabalhar juntos em muitos assuntos. Essa interconexão é vista como vital para enfrentar os desafios globais atuais e futuros, mostrando que, apesar das divergências, a parceria transatlântica permanece relevante e necessária.
