Na última semana, diversas decisões tomadas por esses países refletiram um distanciamento crescente em relação às operações militares conduzidas por Washington e Tel Aviv. A França, em um movimento crítico, impediu o sobrevoo de aeronaves americanas que transportavam suprimentos militares destinados a Israel. Embora o governo francês ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre a situação, essa ação marca uma mudança clara em sua posição em meio à escalada do conflito.
A Itália, por sua vez, negou autorização para que aviões militares dos Estados Unidos utilizassem a base de Sigonella, localizada na Sicília, antes de seguir para o Oriente Médio. Essa recusa se deu pelo fato de que Washington não solicitou a permissão de acordo com os tratados bilaterais existentes, destacando a importância das normas internacionais na condução de operações militares.
A Espanha tem se posicionado de forma ainda mais firme contra a ofensiva, com o governo de Pedro Sánchez reforçando a decisão de manter seu espaço aéreo fechado para aeronaves norte-americanas envolvidas nas hostilidades. A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, enfatizou que as bases do país só estarão disponíveis para operações que se enquadrem em um contexto de defesa coletiva, conforme as diretrizes da OTAN. O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, assegurou que a Espanha não teme represálias e que suas ações estão em conformidade com o direito internacional.
Enquanto isso, Trump também criticou o Reino Unido por sua falta de envolvimento nas operações contra o Irã, exacerbando ainda mais a tensão entre Washington e seus aliados europeus. Esse cenário revela não apenas uma divergência nas prioridades políticas, mas também um desgaste crescente nas relações transatlânticas. À medida que os Estados Unidos exigem maior comprometimento dos seus aliados, a resistência europeia à pressão americana parece estar se solidificando, indicando uma mudança potencial nas dinâmicas de poder dentro da OTAN e globalmente.




