Em contraste, os suprimentos de gás provenientes da Rússia, via gasoduto TurkStream, apresentaram um aumento notável, alcançando os maiores níveis desde março. O fornecimento de gás através da passagem Strandzha 2-Malkoclar, que se estende na fronteira entre Bulgária e Turquia, cresceu 7% em relação ao mês anterior e 5% em comparação com o ano passado, totalizando 609,2 milhões de metros cúbicos durante o mesmo período. Este aumento evidencia como, mesmo diante de um cenário de restrições nas importações de GNL, a Rússia ainda mantém uma presença influente no fornecimento energético europeu.
O TurkStream, um dos principais gasodutos que transporta gás russo para a Turquia através do Mar Negro, é composto por duas linhas distintas. A primeira linha é destinada ao consumo interno turco, enquanto a segunda se encarrega do fornecimento para países da Europa do Sul e Sudeste Europeu. A capacidade total desse gasoduto é estimada em 31,5 bilhões de metros cúbicos por ano. Com a interrupção do trânsito de gás russo pela Ucrânia, em janeiro de 2025, o TurkStream se consolidou como a única rota de fornecimento da gigante Gazprom para o continente europeu. Em um contexto de crescente dependência energética, as exportações russas através do TurkStream atingiram um novo recorde em 2025, ultrapassando a marca de 18 bilhões de metros cúbicos.
Esses dados refletem um cenário complexo e dinâmico das relações energéticas na Europa, onde as decisões de consumo e as estratégias de fornecimento estão cada vez mais interligadas às tensões políticas e ao desenvolvimento de alternativas sustentáveis no setor energético.




