As ameaças de tarifas que variam até 25% colocaram os líderes europeus em uma posição delicada. A pressão para retaliar não só afeta a economia individual dos países, como também o equilíbrio econômico entre o bloco e os EUA. A economista Jun Du, responsável pela modelagem da pesquisa, sugere que uma resposta agressiva poderia ser mais prejudicial para os europeus do que para os americanos, levando a uma reflexão aprofundada sobre as possíveis estratégias de resposta.
Embora Trump tenha recuado temporariamente de suas ameaças durante um discurso em Davos, a situação deixou os líderes europeus ponderando sobre a necessidade de coesão diante da pressão norte-americana. O Reino Unido, em particular, sinalizou que não pretende retaliar, já que uma guerra comercial não traria benefícios.
Os dados mostram que, mesmo que o Reino Unido optasse por implementar tarifas na mesma linha das dos EUA, sofreria um impacto econômico considerável, duas vezes maior do que se aceitasse as tarifas norte-americanas. Participar de uma retaliação coordenada com a UE poderia intensificar ainda mais os danos à economia britânica.
Além disso, o estudo também sugere que, embora a Europa possa sair perdendo em uma retaliação total, existem alternativas de medidas comerciais que poderiam infligir danos aos EUA. A UE preparou um pacote significativo de tarifas sobre exportações norte-americanas, que inclui produtos como aeronaves e automóveis, caso suas tarifas sejam aplicadas.
Esse cenário ressalta a complexidade das relações comerciais entre as duas potências e a necessidade de uma abordagem cautelosa para evitar danos mútuos. Com a incerteza crescente no cenário internacional, tanto a UE quanto o Reino Unido continuam em negociações com Washington, tentando preservar acordos tarifários e minimizar os efeitos de uma potencial guerra comercial. Especialistas advertam que medidas eficazes exigem um planejamento estratégico e credibilidade, além de um foco em diversificar relações comerciais para evitar dependências excessivas.






