As orientações dadas aos eurodeputados ecoam medidas já implementadas anteriormente, onde o uso de celulares descartáveis e bolsas de proteção para dispositivos móveis foram exigências em viagens oficiais, como ocorreu em uma visita à Hungria em 2025. Essas iniciativas estão alinhadas com o compromisso da União Europeia em endurecer suas defesas contra a espionagem, especialmente considerando a crescente percepção de que grupos hackers supostamente associados ao governo chinês estão operando em diversos setores.
Além disso, outras instituições da UE também estão intensificando os protocolos de segurança cibernética. O Conselho da União Europeia, por exemplo, alertou seus funcionários a não levarem dispositivos eletrônicos em viagens aos Estados Unidos ou à China; quando essa medida não é viável, a orientação é que todos os dados sejam apagados antes de retornar à Europa.
Em resposta às preocupações européias, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reiterou anteriormente que o país se opõe a atividades de hackers e procura combatê-las conforme a legislação vigente. Além disso, Jiakun criticou as campanhas de desinformação que visam prejudicar a imagem da China, destacando a necessidade de um discurso equilibrado e baseado em fatos.
A crescente tensão entre a Europa e a China, marcada por desconfianças mútuas em relação à segurança cibernética, ilustra um cenário em que tanto a colaboração quanto a vigilância se tornam necessárias. Com a delegação prestes a seguir viagem, o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa missão e suas possíveis repercussões nas relações internacionais.






