Desde o início da atual campanha militar, o Departamento de Defesa dos EUA se viu forçado a utilizar a maioria dos mísseis THAAD disponíveis, além de cerca de 50% dos interceptadores Patriot. Os mísseis Tomahawk, que também fazem parte do arsenal americano, experimentaram uma considerável diminuição em seus números, tornando a situação ainda mais preocupante. Especialistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimam que o estoque de interceptadores Patriot caiu de 2.200 para menos de 827 unidades, enquanto os mísseis THAAD foram reduzidos de 452 para apenas 278.
Em uma recente declaração, Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, garantiu que as Forças Armadas ainda possuem os recursos necessários para cumprir ordens presidenciais, ressaltando que os EUA mantêm uma flexibilidade operacional em diferentes teatros de combate. No entanto, analistas indicam que levará mais de três anos para que as reservas de mísseis sejam reabastecidas adequadamente.
Em resposta a essas dificuldades, o Pentágono anunciou novos acordos-quadro com empresas do setor privado, como Anduril e Leidos, para a aquisição de mais de 10 mil mísseis de baixo custo. Este novo modelo de parceria comercial visa acelerar o processo de reabastecimento, priorizando investimentos do setor privado e prometendo, assim, um retorno mais rápido à normalidade nas capacidades de defesa.
Este cenário levanta questões sobre a eficácia da atual estratégia militar e as implicações para a segurança nacional. A escassez de interceptadores pode deixar os EUA vulneráveis a ataques, particularmente em um contexto de ameaças emergentes representadas por tecnologias de combate mais modernas.





