O Pentágono tinha como objetivo descomissionar um total de 162 A-10, uma medida que visava uma economia estimada em US$ 423 milhões, o que representa cerca de R$ 2,1 bilhões. No entanto, uma lei de dotações sancionada em 18 de dezembro de 2025 impediu a redução da frota para menos de 103 unidades até 30 de setembro de 2026. Essa legislação ressalta um compromisso temporário com a manutenção das aeronaves, enquanto estabelece diretrizes para um plano de desativação até 2029.
No contexto recente, a presença das A-10 na região coincide com esses prazos legislativos. O Pentágono deverá apresentar um cronograma ao Congresso até 31 de março de 2026, que indicará a substituição das A-10 por novos equipamentos. Em uma ação significativa, a força aérea dos EUA aumentou para 30 o número dessas aeronaves no Oriente Médio, com o objetivo de apoiar forças terrestres na operação conhecida como Fúria Épica.
Entretanto, a utilização dos A-10 não é isenta de riscos. Na última semana, informes de militares iranianos apontaram que uma dessas aeronaves foi derrubada, graças a novos sistemas de defesa antiaérea. Além disso, as tensões na região escalaram recentemente, com ataques dos EUA e Israel a alvos no Irã, que resultaram em vítimas civis, sendo acompanhados por retaliações iranianas contra alvos israelenses e instalações militares norte-americanas.
Dessa forma, a operação militar dos EUA continua a suscitar debates sobre a eficácia e a relevância das A-10 em contornos modernos de guerra, especialmente em um cenário em que as capacidades defensivas dos adversários parecem estar em constante evolução.
