EUA sofrem perda significativa de drones MQ-9 Reaper no conflito com o Irã, conforme relatório aponta 25% de perdas em operação militar.

No atual cenário de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, um novo relatório revela que o Exército dos EUA perdeu aproximadamente 25% de sua frota de drones MQ-9 Reaper. Antes do início do conflito, em fevereiro de 2026, os EUA operavam cerca de 185 desses drones, dos quais 45 foram danificados ou destruídos em combates, de acordo com informações de autoridades norte-americanas.

Esses drones, conhecidos por sua capacidade de vigilância e ataque, têm um custo individual que varia entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões. Essa perda significativa, portanto, representa um impacto financeiro que ultrapassa a marca de US$ 1,3 bilhão. O relatório destaca que os MQ-9 Reaper, por seus padrões de voo baixos e lentos, tornaram-se alvos vulneráveis para o Exército iraniano e seus aliados no Oriente Médio.

O conflito, que teve início em 28 de fevereiro, foi marcado por intensas trocas de ataques entre as forças dos dois países. Em 18 de junho, ambos assinaram um memorando de cessar-fogo, mas essa trégua foi esvaziada em julho, quando o presidente Donald Trump anunciou a continuação das hostilidades, apontando as ações do Irã contra navios comerciais no estreito de Ormuz como justificativa para os ataques.

Na sequência, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) intensificou suas ações, visando bases iranianas em resposta às ofensivas contra os interesses americanos na região. Contudo, no início de agosto, Trump declarou a suspensão dos ataques, sinalizando a possibilidade de um novo acordo de paz, que incluía discussões sobre a liberação do tráfego no estreito de Ormuz e problemas relativos ao programa nuclear iraniano.

Este contexto mostra uma complexa dinâmica de poder e militarização entre os EUA e o Irã, onde a tecnologia de drones, embora avançada, tem se mostrado suscetível a uma combinação de estratégias de guerra convencional e novas táticas de combate. Essa realidade levanta questões sobre a eficácia da superioridade tecnológica em conflitos modernos, bem como a vulnerabilidade das operações militares em áreas com forte resistência adversária.

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