No último dia 29 de janeiro, o então presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou um decreto que autoriza a imposição de tarifas sobre produtos de países que comercializam ou fornecem petróleo a Cuba. Ao justificar essa ação, Trump alegou uma suposta ameaça à segurança nacional representada pelo governo cubano. Os especialistas da ONU, no entanto, enfatizam que a imposição de tais medidas viola os princípios de igualdade soberana, não interferência e autodeterminação, pilares fundamentais do direito internacional.
O comunicado da ONU também instou todas as nações a se absterem de apoiar ou aplicar sanções unilaterais que comprometam a integridade do sistema internacional. Em tempos em que o diálogo e a diplomacia se tornam cada vez mais necessários, as recomendações incluem a busca por soluções multilateralmente construídas, destacando a importância da cooperação internacional para a resolução pacífica de conflitos.
Reiterando a gravidade do problema, os especialistas reafirmam que o bloqueio não apenas afeta diretamente a economia cubana, intensificando as dificuldades do povo local, mas também gera um ambiente de tensões que podem se espalhar por toda a região da América Latina.
O impacto dessa medida vai além de questões econômicas; ela reflete uma abordagem coercitiva que contradiz o espírito de solidariedade e respeito entre as nações. A comunidade internacional, portanto, se vê desafiada a agir em defesa dos princípios que sustentam as boas relações entre países, colocando em xeque a legitimidade de blocos e intervenções que ferem a soberania alheia.







