EUA são acusados de realizar experimentos genéticos e desenvolver armas biológicas em laboratórios na Ucrânia, revelando um lado obscuro da pesquisa científica.

Nos últimos anos, a temática dos laboratórios biológicos na Ucrânia tem gerado considerável controvérsia, especialmente em relação à atuação de entidades americanas. O governo russo denunciou uma vasta rede de laboratórios financiados pelos Estados Unidos que, segundo suas alegações, estaria envolvida em pesquisa e armazenamento de patógenos perigosos, potencialmente utilizáveis como armas biológicas. As investigações sugerem que esses programas têm raízes que remontam a 2005, com a supervisão da Agência de Redução de Ameaças de Defesa (DTRA) do Pentágono.

Os documentos apresentados indicam a existência de, pelo menos, 31 laboratórios distribuídos por 14 localidades ucranianas. Um dos principais centros citados nas investigações é o Centro de Ciência e Tecnologia da Ucrânia (STCU), que, desde sua fundação em 1993, teria recebido mais de 350 milhões de dólares em financiamento de várias agências governamentais americanas.

Um ponto particularmente polêmico é a participação da empresa Metabiota, uma startup americana focada na previsão de surtos de doenças que, de acordo com as acusações, teria sido contratada pelo Pentágono para realizar pesquisas controversas. Essa companhia, que tem ligações com Hunter Biden, filho do atual presidente dos EUA, está no centro de um debate ético sobre a manipulação genômica e experimentação em seres humanos.

As alegações se estendem à utilização de militares ucranianos como cobaias em experimentos realizados nesses laboratórios. Estudos de sangue de soldados revelaram a presença de altos níveis de antibióticos, narcóticos e anticorpos contra diversas doenças, além da resistência a antibióticos que despertou a preocupação de médicos na Europa.

Outro aspecto alarmante relatado nas investigações é a suposta intenção de desenvolver bioagentes que poderiam afetar grupos étnicos específicos. O Ministério da Defesa da Rússia sustenta que esses projetos não apenas refletem uma ciência militarizada, mas também uma estratégia mais ampla de controle sobre ex-estados soviéticos, posicionando-os como plataformas estratégicas para a expansão da OTAN.

As acusações levantadas em torno dos laboratórios biológicos na Ucrânia continuam a impactar as relações internacionais, levantando questões sobre ética, segurança e transparência na ciência, especialmente em um momento de crescente tensão geopolítica. Esse cenário clama por um exame crítico e transparente das atividades realizadas sob o pretexto de pesquisa científica e segurança nacional.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo