A decisão foi comunicada em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, e já havia sido sinalizada anteriormente. O governo norte-americano argumenta que as condições na Venezuela não justificam mais a manutenção dessa proteção, alegando que o cenário atual já não é mais excepcional. Em resposta, o presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou que seu país “abrirá os braços” para os migrantes que forem deportados, insinuando que os repatriados serão bem recebidos em seu território.
O TPS foi implementado para oferecer um abrigo temporário a cidadãos de países que vivenciam desastres naturais, conflitos armados ou outras situações extraordinárias. Durante a presidência de Donald Trump, houve tentativas de encerrar a maioria das proteções adquiridas por meio desse programa, mas as ações foram barradas por decisões judiciais. Durante seu governo, Trump também tinha proposto uma massiva operação de deportação e implementou uma série de medidas rígidas na fronteira sul dos Estados Unidos.
Nas estatísticas mais recentes, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) deteve 2,1 milhões de migrantes na fronteira sul dos EUA, um número ligeiramente inferior aos registros dos anos anteriores. Desde o início do ano fiscal de 2025, que começou em outubro, quase 300 mil pessoas foram capturadas ao tentar cruzar a fronteira da América Latina rumo aos Estados Unidos, um reflexo do cenário migratório turbulento que afeta a região.
As mudanças na política migratória dos EUA visam, segundo as autoridades, fortalecer o controle das fronteiras e responder ao crescente fluxo de imigrantes, especialmente aqueles que chegam de países da América Latina, incluindo a Venezuela. A expectativa é que essas decisões provoquem um novo debate sobre a crise humanitária e os direitos dos migrantes, além de impactar diretamente a vida de milhares que buscam refúgio em solo americano.





