A revogação foi formalmente anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA. Com isso, a chamada Licença Geral X, que havia sido emitida em 21 de junho, deixa de ter validade. O governo americano agora concede um breve período de transição até 17 de julho para que operações já autorizadas possam ser finalizadas, o que indica um endurecimento na postura dos EUA em relação às relações comerciais com o Irã.
Essa licença era parte de um memorando de entendimento que previa um alívio parcial das sanções impostas ao Irã, incluindo uma flexibilização nas restrições às exportações de petróleo até 21 de agosto de 2026. Após o anúncio da revogação, os mercados reagiram, com o preço do barril de petróleo subindo 3%, superando a marca de US$ 75, o nível mais elevado desde 26 de junho deste ano.
Esse revés acontece em um momento de tensão crescente no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais do mundo, onde três navios petroleiros relataram ataques recentes. As autoridades americanas indicaram que há indícios de envolvimento do Irã nesses incidentes, embora Teerã não tenha se manifestado sobre as acusações. Os EUA classificaram as ações iranianas na região como “totalmente inaceitáveis” e advertiram que essas ações poderão trazer consequências.
Além disso, a decisão dos EUA levanta questionamentos sobre a continuidade do entendimento recentemente firmado entre os dois países. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, já havia sinalizado que o alívio das sanções poderia ser revogado a qualquer momento, enfatizando que essa flexibilização estava condicionada ao comportamento de Teerã nas negociações futuras. A situação se mostra cada vez mais volátil, promovendo um cenário de incerteza quanto a um potencial acordo mais amplo sobre o programa nuclear iraniano e as relações entre as duas potências.





