Durante sua apresentação, Rubio destacou que um processo já se encontra em andamento, permitindo que as autoridades dos EUA exerçam controle significativo sobre os dirigentes interinos da Venezuela. Ele afirmou que isso possibilita à administração americana não apenas monitorar, mas também influenciar as decisões tomadas pelos novos líderes do país. Este grau de envolvimento sugere uma nova era de supervisão direta por parte dos Estados Unidos em assuntos internos venezuelanos.
Além disso, o presidente Donald Trump revelou que as autoridades interinas planejam entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA. Esta quantidade, segundo Trump, é especialmente atrativa, pois o petróleo está sob sanções e, portanto, disponível para venda ao mercado americano. Rubio reiterou essa ideia, enfatizando que as reservas de petróleo, que estão “presas” na Venezuela por conta das sanções, precisam ser aproveitadas de maneira a beneficiar tanto os EUA quanto a receita do novo governo venezuelano.
Em resposta à intervenção, o governo de Caracas solicitou uma reunião urgente da ONU, enfatizando sua indignação contra as operações americanas. Na segunda-feira, o Supremo Tribunal da Venezuela nomeou a vice-presidente Delcy Rodríguez como chefe de Estado interina, em um indicativo de que o país pode estar se preparando para uma nova estrutura de poder.
Adicionalmente, Maduro e Flores foram transferidos para Nova York, onde enfrentarão acusações de narcoterrorismo, as quais negam com veemência. A situação interna da Venezuela continua tensa, com debates sobre a possibilidade de novas eleições sendo considerados “prematuros” pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Cada movimento nesta complexa dança política pode ter repercussões significativas, não apenas para a Venezuela, mas para toda a região latino-americana.







