A nova abordagem é vista como uma atualização da Doutrina Monroe, proclamada em 1823, que estabeleceu os princípios da política externa norte-americana na região ao proibir a interferência de potências exteriores nos assuntos do continente americano. No contexto atual, o que se tem chamado de “Corolário Trump” à Doutrina Monroe busca reafirmar a supremacia dos EUA frente a potenciais adversários não da região, assegurando que a influência chinesa e outras questões relevantes sejam contenidas.
Em sua análise, Larus afirmou que a estratégia defensiva tem como alvo as potências que não pertencem ao hemisfério, ao mesmo tempo que visa garantir que não haja um domínio excessivo da China. Esse enfoque é reforçado por políticas que se baseiam na ideia de que a presença chinesa representa um desafio direto à segurança e aos interesses da América Latina e do Caribe. A abordagem enfatiza a necessidade de proteger os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados em um cenário global cada vez mais competitivo.
Ademais, a perspectiva de Donald Trump sobre a Doutrina Monroe já havia sido vista em seus apelos durante a crise na Venezuela, onde enfatizou a importância de manter a região sob controle americano, evitando assim influências externas. A atual estratégia, portanto, reflete não apenas uma evolução nas políticas de segurança dos EUA, mas também uma reafirmação de sua dominação geopolítica no Hemisfério Ocidental, em um momento em que a dinâmica global se torna cada vez mais complexa.
