EUA Revelam Nova Estratégia de Defesa para Contê-la Influência da China no Hemisfério Ocidental, Afirmam Especialistas em Segurança Internacional.

Recentemente, o Pentágono apresentou uma nova estratégia de defesa nacional que destaca o crescente papel da China como uma potência global, classificada como a segunda nação mais poderosa do mundo, apenas atrás dos Estados Unidos. Essa mudança de enfoque reflete uma preocupação crescente com a influência da China no Hemisfério Ocidental, uma região historicamente dominada pela presença americana. A especialista Elizabeth Freund Larus, pesquisadora sênior do think tank Pacific Forum, comentou que a mudança de estratégia é uma tentativa deliberada dos Estados Unidos de controlar a crescente influência da China, bem como enfrentar outras ameaças à segurança, como a migração e o tráfico de drogas.

A nova abordagem é vista como uma atualização da Doutrina Monroe, proclamada em 1823, que estabeleceu os princípios da política externa norte-americana na região ao proibir a interferência de potências exteriores nos assuntos do continente americano. No contexto atual, o que se tem chamado de “Corolário Trump” à Doutrina Monroe busca reafirmar a supremacia dos EUA frente a potenciais adversários não da região, assegurando que a influência chinesa e outras questões relevantes sejam contenidas.

Em sua análise, Larus afirmou que a estratégia defensiva tem como alvo as potências que não pertencem ao hemisfério, ao mesmo tempo que visa garantir que não haja um domínio excessivo da China. Esse enfoque é reforçado por políticas que se baseiam na ideia de que a presença chinesa representa um desafio direto à segurança e aos interesses da América Latina e do Caribe. A abordagem enfatiza a necessidade de proteger os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados em um cenário global cada vez mais competitivo.

Ademais, a perspectiva de Donald Trump sobre a Doutrina Monroe já havia sido vista em seus apelos durante a crise na Venezuela, onde enfatizou a importância de manter a região sob controle americano, evitando assim influências externas. A atual estratégia, portanto, reflete não apenas uma evolução nas políticas de segurança dos EUA, mas também uma reafirmação de sua dominação geopolítica no Hemisfério Ocidental, em um momento em que a dinâmica global se torna cada vez mais complexa.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo