EUA Reforçam Presença no Pacífico com Submarino Nuclear em Guam Frente à Aumento de Tensão com a China

A Marinha dos Estados Unidos intensificou sua presença no Pacífico Ocidental com a recente chegada do submarino de ataque rápido USS Tucson (SSN 770) à base naval de Guam. Este movimento, que ocorreu em 10 de julho de 2026, visa reforçar a capacidade de dissuasão e acelerar os tempos de resposta em uma região reconhecida por suas tensões geopolíticas, especialmente em relação à China.

Localizada a aproximadamente 2.900 km da costa chinesa, Guam tem se consolidado como um ponto estratégico para as operações navais norte-americanas. Com a adição do USS Tucson, uma unidade da classe Los Angeles, os Estados Unidos não apenas aumentam a frequência de suas patrulhas em áreas críticas como o Mar do Sul da China, mas também complicam o planejamento militar de adversários na vasta área do Indo-Pacífico. A presença de submarinos nucleares permite um leque variado de operações, incluindo guerra antissubmarina, coleta de inteligência, ataques em terra e suporte a operações especiais.

A instalação do Tucson em Guam reforça ainda mais o papel da ilha como o principal centro avançado da Marinha dos EUA no Pacífico. Tal disposição proporciona flexibilidade operacional, permitindo uma força submarina em camadas que torna o acesso a possíveis alvos militares chineses mais direto e, portanto, mais ameaçador para Pequim.

Os submarinos da classe Los Angeles são equipados com uma combinação de torpedos Mk 48 e tubos de lançamento vertical para mísseis de cruzeiro Tomahawk, o que os torna uma ameaça multifacetada em termos de combate no mar e de ataques de precisão. Isto é particularmente relevante em um momento de crescente competição estratégica na região, onde tanto os EUA quanto a China têm aumentado seu investimento em capacidades militares.

Guam, um território não incorporado dos Estados Unidos desde 1898, desempenha um papel crucial na defesa da costa americana e na mitigação das ameaças representadas por um adversário em ascensão como a China. O incremento da presença militar resulta em um ambiente de crescente tensão, refletindo a complexidade e as dinâmicas em constante mudança da segurança no Pacífico. Com essa movimentação, os Estados Unidos reafirmam sua posição de força e continuam a monitorar de perto as atividades chinesas em uma das regiões mais vitais do mundo.

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