EUA realizam novo ataque no Pacífico; pelo menos duas pessoas morrem em operação contra tráfico de drogas, gerando polêmica internacional sobre direitos humanos.

Na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) anunciou através de suas redes sociais que realizou um ataque a uma embarcação no Oceano Pacífico, especificamente na região do Caribe. O incidente resultou na morte de duas pessoas, enquanto uma terceira sobreviveu e foi resgatada pelas autoridades locais.

Esses acontecimentos são parte de uma campanha militar mais ampla iniciada em setembro de 2025, quando os EUA decidiram intensificar suas operações no mar com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas. As autoridades americanas afirmaram que a embarcação abatida estava transitando por rotas conhecidas de narcotráfico e estava envolvida em operações ilegais. Em resposta a esse ataque, a Guarda Costeira dos EUA foi acionada para ativar seu sistema de busca e resgate.

Os ataques, que causaram a morte de mais de 100 pessoas desde o início da campanha, têm gerado uma crescente onda de críticas e questionamentos por parte da comunidade internacional. Diversas nações expressaram preocupação em relação ao impacto dessas ações no direito internacional e no devido processo legal. A Colômbia, em particular, manifestou seu descontentamento, alegando que os ataques constituem uma forma de execução extrajudicial.

Por trás dessas decisões está uma estratégia militar que envolveu o deslocamento de mais de quatro mil marinheiros e fuzileiros navais para embarcações militares, uma medida ordenada pelo governo do então presidente Donald Trump, que tem como foco principal as operações de trafico de drogas, com um olhar especial sobre a Venezuela.

A relevância deste tipo de combate é conhecida, mas o caráter substancialmente militarizado das ações americanas no Caribe tem levantado questões éticas e legais sobre as táticas utilizadas, além da legitimidade das operações. Enquanto os EUA seguem firmes em sua política antidrogas, o cenário internacional observa atentamente a evolução desses eventos, contemplando um tendência que pode alterar a dinâmica da segurança e da soberania na região.

Esse último ataque se insere em um contexto mais amplo de ações desfavoráveis e reações adversas a uma política de combate ao narcotráfico que muitos vêem como excessivamente agressiva. As implicações desses eventos para as relações entre os EUA e seus vizinhos no Caribe, assim como para a diplomacia internacional, permanecem a ser exploradas e discutidas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo