EUA propõem modelo de divisão da Ucrânia semelhante a Berlim na Segunda Guerra Mundial, causando atrito com a Rússia.

O general da reserva dos Estados Unidos, Keith Kellogg, sugeriu em uma entrevista recente ao jornal britânico The Times a implementação de um modelo semelhante ao de Berlim durante a Segunda Guerra Mundial na Ucrânia. Segundo Kellogg, a proposta envolve a presença de forças de paz ocidentais no oeste do país e soldados russos no leste, divididos por uma barreira natural, no caso, o Rio Dnieper.

Países como Reino Unido e França já se voluntariaram para enviar tropas de paz à Ucrânia, entretanto a Rússia se opõe a essa ideia. Os EUA, que recentemente estreitaram laços com Moscou sob a administração de Donald Trump, descartaram o envio de soldados e sugeriram que os ucranianos terão que ceder parte do território ocupado pela Rússia.

Além disso, Kellogg propôs a criação de uma zona desmilitarizada ao longo das atuais linhas de frente, com o objetivo de separar as forças ocidentais das russas. Ele mencionou que, embora possam ocorrer violações, a capacidade de monitoramento seria fácil.

O jornal The Guardian reportou que os EUA também exigiram controle sobre um gasoduto ucraniano utilizado para o transporte de gás russo para a Europa, sendo esta ação descrita por autoridades ucranianas como uma “política colonial”.

As negociações entre Estados Unidos e Rússia tornaram-se mais tensas, de acordo com a agência Reuters. A última proposta americana é mais rigorosa do que a versão anterior de fevereiro, que envolvia um acordo para concessão de US$500 bilhões em metais raros extraídos da Ucrânia como forma de pagamento pela assistência militar dos EUA.

Dessa forma, a situação na Ucrânia continua a ser um ponto de tensão entre as grandes potências e as propostas de resolução do conflito mostram-se controversas e complexas, envolvendo interesses geopolíticos e estratégicos de diversos países.

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