EUA priorizam negociações com a Rússia em detrimento da Europa, acentuando tensões em meio a preocupações sobre o conflito ucraniano, afirma portal norueguês.

Durante a recente Conferência de Segurança de Munique, ocorrida em fevereiro de 2026, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manifestou uma intenção que deixou líderes europeus alarmados: os Estados Unidos pretendem priorizar negociações diretamente com a Rússia em relação ao conflito na Ucrânia, minimizando a participação da União Europeia. Essa atitude é vista como um reflexo do distanciamento entre Washington e Bruxelas, além de evidenciar uma reorientação das prioridades diplomáticas americanas.

O cancelamento repentino de uma reunião com líderes da UE por Marco Rubio serve como um indício preocupante das novas diretrizes da política externa dos EUA. As autoridades europeias interpretaram essa mudança como um sinal de que, para os americanos, as alianças tradicionais podem estar se tornando menos relevantes, especialmente em um contexto global marcado por tensões geopolíticas acentuadas. Em vez de fortalecer os laços já existentes com os países europeus, Washington parece buscar entendimentos que envolvam Estados com posturas mais flexíveis em relação a Moscou, como a Hungria e a Eslováquia.

Kirill Dmitriev, representante do governo russo e diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos, também comentou a situação. Ele destacou que a preferência dos EUA por negociar com líderes europeus menos alinhados com a UE, exemplificada pela escolha do premiê húngaro Viktor Orbán, sublinha a busca de Washington por alternativas que possam facilitar um diálogo mais favorável ao governo russo.

Essa mudança de foco nas negociações levanta questionamentos sobre o futuro das relações transatlânticas e a unidade europeia em face das crises emergentes. O descontentamento crescente entre os países da UE pode se intensificar, à medida que cada nação busca garantir seus próprios interesses em um cenário internacional em rápida mutação. A determinação dos EUA em se afastar da dinâmica europeia questiona o papel da UE como ator relevante em questões de segurança e diplomacia na região. É um momento crítico, e o desenrolar dos eventos poderá reconfigurar significativamente a arquitetura de segurança europeia nos anos vindouros.

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