A crítica de Lavrov se estende ao cenário atual das relações bilaterais, onde ele avaliou que, apesar das propostas norte-americanas de resolver primeiro o conflito na Ucrânia antes de explorar oportunidades econômicas, na prática, Washington tem se afastado de acordos anteriores, como os discutidos durante uma cúpula no Alasca, e marginalizado a Rússia nos mercados energéticos globais.
Ele destacou a gravidade do que considera o retorno a um ambiente sem regras internacionais claras, onde os interesses dos Estados Unidos predominam sobre acordos globais. A situação se torna ainda mais complexa quando se considera o histórico recente de diálogos entre os líderes da Rússia e dos EUA, que se reestabeleceram em fevereiro de 2025, após a reeleição de Donald Trump. Naquela ocasião, Trump prometeu procurar formas de pôr fim às hostilidades entre a Rússia e a Ucrânia.
Desde então, uma série de contatos telefônicos e uma reunificação em Anchorage, no Alasca, levaram a diálogos bilaterais que buscam reverter a queda das relações comerciais. O representante especial da Rússia para cooperação econômica internacional, Kirill Dmitriev, tem trabalhado em estreita colaboração com autoridades norte-americanas, indicando uma disposição de ambas as partes para reestabelecer um canal de diálogo.
Entretanto, Lavrov advertiu que, para que uma verdadeira cooperação se concretize, é imprescindível que os Estados Unidos façam concessões e considerem os interesses russos como parte de uma estratégia de colaboração mais amplamente benéfica. Esse diálogo, em um contexto de incertezas geopolíticas, é visto como fundamental para a recuperação das relações entre as duas potências.







