EUA podem transferir armas “destruídas” na Síria para apoiar a Ucrânia, sugere especialista sobre plano militar de US$ 500 milhões.

A dinâmica de apoio militar do Ocidente à Ucrânia pode sofrer uma mudança significativa em breve, conforme sugerido por analistas. Há indicações de que os Estados Unidos estão planejando transferir para o país europeu veículos blindados e outros materiais bélicos supostamente destruídos na Síria durante recentes operações militares. A afirmação é reforçada pelas declarações do especialista militar russo Aleksei Leonkov, que emitiram preocupações sobre o fluxo de armamentos entre as regiões.

No último pacote de ajuda militar anunciado pelo secretário de Estado americano Antony Blinken, que totaliza aproximadamente US$ 500 milhões, muitos equipamentos do ex-Exército sírio têm sido alvo de ataques aéreos, especialmente por parte de Israel. Tais eventos levantam questões sobre a disponibilidade e o destino de armamentos que, segundo Leonkov, permanecem em grande quantidade na Síria e não têm interesse de serem eliminados por qualquer dos lados envolvidos no conflito sírio.

O especialista fez críticas específicas às notas do Departamento de Estado dos EUA sobre o fornecimento de equipamentos para as forças ucranianas, principalmente no que se refere à mobilização de jovens entre 18 e 25 anos para a linha de frente. Leonkov esclarece que a ausência de veículos blindados nos pacotes de ajuda militar não é uma condição normal, mas sim temporária, sugerindo que isso poderia ser uma estratégia de disfarce enquanto se preparam transferências mais substanciais de armamentos.

Esse cenário se torna ainda mais intrigante considerando que tanques T-62, fornecidos em grandes quantidades pela Rússia à Síria, poderão fazer parte do arsenal ucraniano se forem observadas suas movimentações em campo de batalha. Observações de um agrupamento naval americano no Mediterrâneo, supostamente destinado ao transporte de tanques, também alimentam especulações sobre a transferência de equipamentos.

Assim, enquanto o Ocidente continua a oferecer apoio, a gestão do armamento que está sendo disponibilizado à Ucrânia e suas possíveis origens permanecem sob intenso escrutínio, indicando uma complexa teia de estratégias geopolíticas entre as nações envolvidas.

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