A crise na Venezuela intensificou-se com um evento dramático no início deste mês: uma operação coordenada levou à captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram deslocados para Nova York. As autoridades americanas alegam que ambos estão envolvidos em atividades de “narcoterrorismo”, e afirmaram que representam uma ameaça não apenas ao seu país, mas também aos Estados Unidos. Em resposta às acusações, Maduro e Flores declararam-se inocentes durante uma audiência judicial.
A reação do governo venezuelano não tardou. Caracas convocou uma reunião de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir os desdobramentos da operação americana. A Suprema Corte da Venezuela, diante da ausência de Maduro, delegou as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez, que rapidamente assumiu a presidência interina, sendo empossada pela Assembleia Nacional.
Internacionalmente, essa situação provocou admonições. A Rússia expressou apoio ao povo venezuelano, clamando pela libertação de Maduro e de sua esposa, e alertou contra uma escalada das hostilidades. A China também se alinhou à posição de Moscou, exaltando a importância do respeito ao direito internacional e à soberania da Venezuela.
Dessa forma, o cenário político venezuelano permanece volátil, com a intervenção americana e a resposta global criando um ambiente de incertezas. O futuro do país e suas lideranças se entrelaçam em uma complexa rede de interesses políticos e geopoliticos, que deverão ser monitorados de perto nos próximos meses.
