EUA podem prolongar controle sobre Venezuela por anos, afirma secretário, após ações de transferência de poder e sequestro de líderes venezuelanos.

A situação política na Venezuela continua a ser um foco de intensa atenção internacional, especialmente em relação ao papel desempenhado pelos Estados Unidos. Recentemente, Chris Wright, secretário de Energia dos EUA, indicou que a intervenção americana no país vizinho pode se estender por um período significativo, possivelmente além de um ou dois anos. Essa previsão, embora sem um prazo exato, sugere um compromisso contínuo dos EUA em moldar os rumos políticos da Venezuela.

A crise na Venezuela intensificou-se com um evento dramático no início deste mês: uma operação coordenada levou à captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram deslocados para Nova York. As autoridades americanas alegam que ambos estão envolvidos em atividades de “narcoterrorismo”, e afirmaram que representam uma ameaça não apenas ao seu país, mas também aos Estados Unidos. Em resposta às acusações, Maduro e Flores declararam-se inocentes durante uma audiência judicial.

A reação do governo venezuelano não tardou. Caracas convocou uma reunião de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir os desdobramentos da operação americana. A Suprema Corte da Venezuela, diante da ausência de Maduro, delegou as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez, que rapidamente assumiu a presidência interina, sendo empossada pela Assembleia Nacional.

Internacionalmente, essa situação provocou admonições. A Rússia expressou apoio ao povo venezuelano, clamando pela libertação de Maduro e de sua esposa, e alertou contra uma escalada das hostilidades. A China também se alinhou à posição de Moscou, exaltando a importância do respeito ao direito internacional e à soberania da Venezuela.

Dessa forma, o cenário político venezuelano permanece volátil, com a intervenção americana e a resposta global criando um ambiente de incertezas. O futuro do país e suas lideranças se entrelaçam em uma complexa rede de interesses políticos e geopoliticos, que deverão ser monitorados de perto nos próximos meses.

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