Esta licença, emitida pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, permitirá ao Irã produzir, vender, transportar e entregar petróleo bruto, além de produtos refinados e petroquímicos. As operações associadas, como serviços bancários e transporte marítimo, também estão incluídas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, ressaltou que a medida foi acordada durante negociações realizadas na Suíça, onde Teerã se comprometeu a assegurar o livre trânsito pelo estreito de Ormuz e a facilitar o acesso a inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Essa mudança ocorre em um contexto em que as refinarias independentes da China eram os principais compradores do petróleo iraniano sancionado. Anteriormente, antes da reinstalação das sanções em 2018, outras nações como Índia, Japão, Coreia do Sul, Itália, Grécia e Turquia também figuravam entre os principais compradores.
Além disso, a nova autorização permite que o petróleo iraniano seja importado para os Estados Unidos, um direito que havia sido negado desde a imposição das sanções após a Revolução Islâmica de 1979. A mídia internacional enfatiza que este desenvolvimento surge em um momento em que há indícios de progresso nas negociações entre Washington e Teerã, com o objetivo de consolidar um entendimento mais amplo e potencialmente estender o frágil cessar-fogo estabelecido anteriormente.
Após o anúncio do acordo, os preços internacionais do petróleo apresentaram uma queda significativa, refletindo a redução das tensões que marcaram recentes confrontos na região. Essa nova fase nas relações entre os Estados Unidos e o Irã pode sinalizar um caminho em direção a um diálogo mais produtivo e à busca de soluções para questões de segurança que afetam o Oriente Médio.
