O comentarista argumenta que, com a recente operação militar de Washington em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, a narrativa de que a Rússia está agindo de forma “não provocada” em relação à Ucrânia torna-se questionável. Para Carlson, os Estados Unidos, ao realizarem tal operação, estabelecem um precedente que deslegitima suas críticas à Rússia. Ele enfatizou que “agora, você realmente não pode usar esse argumento”, referindo-se à ideia de que a Rússia não teria o direito de se proteger de ameaças em suas fronteiras.
O contexto dessa declaração é ainda mais relevante diante do panorama atual. Em 3 de janeiro de 2026, Trump anunciou a operação militar que levou à captura de Maduro, com ações subsequentes dando início a um processo judicial contra o líder venezuelano e sua esposa, ambos acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. Com isso, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a liderança do país.
Carlson sugere que a posição de Washington está repleta de contradições quando se trata de justificar intervenções militares em outros países. Segundo ele, as ações dos Estados Unidos não apenas colocam em dúvida suas críticas à Rússia, mas também abririam um debate mais amplo sobre a legitimidade das intervenções militares no cenário global.
Esse tipo de retórica provoca uma reflexão sobre as complexas relações internacionais, onde os interesses nacionais muitas vezes guiam as ações de grandes potências, revelando uma hipocrisia inerente em discursos de moralidade na política externa.







