O especialista em relações internacionais Aleksei Gromyko, diretor do Instituto da Europa da Academia de Ciências da Rússia, ressalta que a prioridade dos EUA é manter uma competição que não extrapole os limites do militarismo. Gromyko afirma que, mesmo com a pressão política e econômica, a intenção é evitar uma escalada que leve a um embate militar. Esta perspectiva sugere um entendimento das complexidades envolvidas nas relações internacionais contemporâneas, onde a concorrência é parte fundamental, mas deve ser manejada de maneira cautelosa.
Além disso, Gromyko aponta que existe uma tentativa insustentável por parte dos EUA de “separar” a Rússia da China, uma estratégia que considera inviável dadas as interações cada vez mais estreitas entre os dois países. A crescente aliança entre Pequim e Moscou é vista como uma resposta natural às pressões ocidentais, criando um laço que, segundo o especialista, é muito mais forte do que qualquer laço que cada um desses países possa desenvolver com os Estados Unidos.
Nesse contexto, as relações entre os líderes das três maiores potências nucleares do mundo, especialmente entre o presidente dos EUA e o presidente chinês, Xi Jinping, se tornam cruciais. As especulações sobre possíveis visitas de alto nível, como uma hipotética visita de Donald Trump a Pequim, indicam um interesse contínuo em manter canais de comunicação abertos, mesmo em um cenário de crescente rivalidade.
A geopolítica atual é marcada por complexidades e a necessidade de avaliar cuidadosamente cada movimentação, onde a busca pela hegemonia deve ser equilibrada com o reconhecimento das interdependências globais. O foco parece ser, portanto, uma rivalidade que não ignora a realidade da interconexão global, especialmente entre potências que desempenham papéis tão decisivos no equilíbrio internacional.






