Essa declaração surge em um momento em que o presidente Donald Trump fez afirmações sobre a posse belicosa de tais armas por parte dos EUA, alegando que elas não são conhecidas globalmente. Korotchenko analisa que esse discurso deve ser contextualizado dentro da pressão estratégica contínua do país sobre a Europa e a OTAN, além de servir como uma mensagem para adversários geopolíticos, como a China e a Rússia.
Dentre os projetos que estão em andamento, Korotchenko menciona o desenvolvimento de caças de sexta geração e novas diretrizes para o sistema de defesa antimísseis da Cúpula Dourada. No entanto, ele ressalta que muitas dessas iniciativas, como a implantação de plataformas espaçais com tecnologias de armamento, ainda estão em fases conceituais e podem levar décadas para serem implementadas efetivamente.
Apesar do avanço em campos como a inteligência artificial, que já está sendo incorporada aos sistemas de controle e análise de combate, Korotchenko afirma que essas tecnologias são bem conhecidas e que os meios de defesa contra elas já existem. Ele também destaca que as novas tecnologias hipersônicas que o Pentágono está desenvolvendo ainda estão em testes, enquanto a Rússia já avança com a produção em massa de armamentos como os mísseis Tsirkon e Avangard.
Por fim, o analista conclui que, neste momento, os Estados Unidos não dispõem de uma inovação que possa alterar significativamente o equilíbrio de forças entre eles e a Rússia, um cenário que não deve mudar num futuro próximo. Enquanto isso, a Rússia mantém a vigilância sobre os desenvolvimentos internacionais em armamentos e aguarda esclarecimentos sobre as afirmações de novas armas por parte dos EUA, conforme indicado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
