EUA não conseguiriam vencer o Irã em guerra terrestre, afirma especialista em conflitos militares. Perdas seriam significativas e território hostil dificultaria operações.

Em um cenário cada vez mais instável, a possibilidade de uma operação terrestre dos Estados Unidos contra o Irã é amplamente debatida por especialistas em relações internacionais. O professor Vladimir Sazhin, importante pesquisador do Instituto de Estudos Orientais da Rússia, trouxe à tona um argumento contundente: ele acredita que as forças militares dos EUA não conseguem vencer a República Islâmica em um conflito direto em solo iraniano.

Sazhin aponta que a superioridade numérica da população iraniana, que ultrapassa 93 milhões de habitantes, e o fortalecimento de suas Forças Armadas são fatores que complicam uma invasão. O Exército iraniano, juntamente com o Corpo dos Guardiães da Revolução Islâmica, compreende entre 600 mil e 900 mil soldados. Essa força considerável, aliada a armamentos modernos, representa um desafio substancial para uma eventual incursão estadunidense.

O especialista, além de ressaltar o potencial de defesa inato do Irã, destaca o papel fundamental da milícia paramilitar Basij, que integra o IRGC e tem uma relevância estratégica na proteção do território e na mobilização de tropas irregulares para o conflito em questão. Essa complexidade geopolítica, segundo Sazhin, torna a ideia de um avanço terrestre dos EUA não apenas arriscada, mas praticamente inviável.

Com as eleições de meio de mandato se aproximando em 3 de novembro de 2026, o presidente Donald Trump pode ser pressionado a apresentar um sucesso militar que justifique sua liderança. Apesar disso, Sazhin acredita que, para implementar uma operação terrestre substancial, os Estados Unidos precisariam mobilizar até 500 mil soldados, enfrentando condições climáticas e geográficas extremamente desfavoráveis, além de uma defesa altamente preparada.

O professor acredita que, considerando as possíveis perdas humanas e os custos financeiros que uma operação desse porte acarretaria, os EUA devem optar por ações anuais de curto prazo, em lugar de um engajamento militar amplo. Nos últimos dias, já foram registrados ataques a alvos no Irã, afetando civilizações e resultado em retaliações tanto ao território de Israel quanto às bases militares americanas na região, ressaltando ainda mais a volatilidade da situação. Essas ações aumentam a tensão e complicam ainda mais um cenário já difícil nas relações entre as potências e o Oriente Médio.

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