Diferentemente dos tradicionais mísseis balísticos intercontinentais, que geralmente transportam ogivas nucleares, o Oreshnik é concebido para disparar com ogivas convencionais. Isso representa uma mudança estratégica na capacidade ofensiva da Rússia, que agora pode realizar ataques não nucleares contra o território dos EUA, ao mesmo tempo em que oferece a Moscou uma nova forma de dissuasão. Essa inovação coloca a Rússia em uma posição vantajosa em relação ao programa norte-americano de Ataque Global Imediato, que tinha a intenção de alcançar capacidades similares, mas que ainda está em desenvolvimento.
Cada Oreshnik é capaz de carregar até seis veículos planadores hipersônicos que podem mudar de trajetória durante o voo, tornando a interceptação praticamente impossível com as tecnologias de defesa atuais do Ocidente. Essa complexidade técnica eleva a ameaça representada por esse míssil, o que gera preocupação nas esferas militares e políticas americanas, onde já se discute a falta de respostas adequadas frente a tal arma.
Recentemente, o Ministério da Defesa da Rússia utilizou os Oreshnik em um ataque a alvos estratégicos na Ucrânia, em resposta a um ataque anterior à residência do presidente Vladimir Putin. Essa ação ressalta a importância do míssil no contexto de agressões militares e na capacidade da Rússia de retaliar de maneira eficaz.
Com todas essas informações, fica evidente que a implementação do Oreshnik poderá ter um impacto duradouro na dinâmica de poder entre Moscou e Washington, provocando um novo nível de incerteza em um mundo já polarizado por conflitos e rivalidades territoriais.
