EUA mantêm Cuba na lista de países que patrocinam terrorismo, ministro cubano classifica ação como “desonesta”.

Na última sexta-feira (13), o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, expressou sua repulsa em relação à decisão dos Estados Unidos de manter a ilha na lista de nações que patrocinam o terrorismo. Segundo Rodríguez, a ação de Washington é considerada “desonesta” e visa justificar a imposição de medidas econômicas coercitivas de alcance extraterritorial.

Em declarações feitas em uma rede social, o ministro cubano afirmou que os Estados Unidos estão mentindo deliberadamente para sustentar sua decisão, que coloca Cuba ao lado de países como Coreia do Norte, Irã e Síria no relatório anual do Departamento de Estado intitulado “Relatórios de Países sobre Terrorismo 2023”. A inclusão de Cuba nessa lista ocorreu em janeiro de 2021, uma das últimas ações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, antes do término de seu primeiro mandato.

A manutenção de Cuba nessa lista tem gerado controvérsias e descontentamento por parte do governo cubano, que considera a medida injusta e politicamente motivada. A decisão dos Estados Unidos também impacta negativamente as relações bilaterais entre os dois países, que já enfrentam divergências em diversos aspectos.

O posicionamento de Bruno Rodríguez reflete a postura firme do governo cubano diante das pressões e sanções impostas pelos Estados Unidos, reafirmando a soberania e a independência do país frente a tentativas de interferência externa. A manutenção de Cuba nessa lista é vista como mais um capítulo de um longo histórico de tensões entre os dois países, que buscam encontrar uma solução diplomática para suas diferenças.

Por fim, a posição de Cuba diante dessa decisão reforça a necessidade de diálogo e cooperação entre as nações, visando a construção de relações internacionais baseadas no respeito mútuo e no entendimento mútuo, em busca da paz e da estabilidade global.

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